As Mudanças nos Processos de Mixagem e Masterização

As Mudanças nos Processos de Mixagem e Masterização

A MIXAGEM

Até alguns anos atrás o processo de Mixagem só era iniciado depois de tudo ter sido gravado e editado. Isso acontecia porque o estúdio precisava ser preparado especificamente para esse processo. A Mixagem normalmente teria que terminar antes de qualquer outra coisa ser gravada ou outra música começasse a ser mixada. Isso se devia ao fato do processo chamado Total Recall ser muito difícil em um sistema onde tudo não estivesse acontecendo dentro do computador. Imagine ter que anotar cada parâmetro, de cada aparelho, de cada botão de uma mesa de som analógica! Muitas fotos eram tiradas, uma bagunça. Por isso normalmente a mixagem só começava depois de tudo gravado e editado. E só se iniciava outra música quando a primeira tivesse sido finalizada.

Com o crescimento da participação do computador nos processos de produção isso começou a mudar. Boa parte da mixagem ou, na maioria dos casos, a totalidade dos processos de mixagem são feitos no computador. Sem uso de nenhum ou quase nenhum processamento externo. 

Isso possibilitou que o produtor quebrasse essa ordem “natural” das coisas. Ele poderia começar a mixar alguns canais antes mesmo de gravar todos. Poderia ir da mixagem de uma música para outra sem nenhum trabalho.

Existem produtores que já colocam até alguns plugins de finalização no canal master antes mesmo de criar o primeiro canal da música.

 

A MASTERIZAÇÃO

O processo de masterização também vem sofrendo algumas mudanças. Além das novidades em termos de exigências advindas dos novos meios de comercialização da música, como o streaming, vários produtores também vêm subvertendo a ordem tradicional dos processos de produção.

Muitos mixam uma música já com plugins de masterização inseridos no canal master. Eles vão alterando a mix em função da master e não apenas a master em função da mix. Um processo que não era muito comum há alguns anos.

Outro processo que vem ganhando muito espaço é a masterização via stems. Onde a música não chega para a masterização sendo apenas um track estéreo. Ela chega fragmentada em vários tracks estéreo. Um só com a bateria, outro só com teclados, outro com vozes… Durante a masterização o técnico tem condições de manipular bem mais a sonoridade final da música, já que tem acesso aos instrumentos praticamente separados.

 

Mudanças importantes estão acontecendo. É importante nos mantermos atualizados. Hoje o produtor não pode se dar ao luxo de não participar ativamente desses processos. Quanto mais você souber sobre eles, melhor soará a sua música.

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